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10 de Abril de 2020

Direitos Humanos e o vídeo "Ideal de criança"

Em que dimensão este vídeo protagoniza os direitos humanos efetivando-os e em que dimensão a narrativa por ele revelada viola os direitos humanos?

Thalita Oliveira Cruz, Estudante de Direito
Publicado por Thalita Oliveira Cruz
há 3 anos

 O problema tratado no vídeo "Ideal de criança" consiste em uma criança pobre que tem o desejo de comprar um computador e para isto, trabalha como catadora de papelão.

 Percebe-se desde o início do vídeo, que alguns dos principais Direitos Humanos e Fundamentais foram violados a partir do momento em que se tem uma criança vivendo em condições tão precárias que a fazem trocar um possível momento de lazer ou de estudos, (atividades que crianças normalmente fazem) para trabalhar. Também há uma ofensa aos Direitos Humanos quando alguns vendedores expulsam o garoto da calçada, pelo simples fato de ele ser um catador de papelão, ou quando um grupo de jovens em um bar o impedem de se aproximar pela mesma motivação.

 Em contrapartida, algumas cenas mostram vendedores de outra loja fazendo uma doação de papelão para o garoto, em um ato de bondade e empatia, ignorando a diferença de posicionamento social que evidentemente há entre eles.

 Sabendo que os Direitos Humanos e Fundamentais se aplicam à todas as pessoas, sem distinção de qualquer natureza, é possível identificar uma falha grave na efetivação destes, visto que a violação ocorre com maior frequência do que a concretização. A realidade contradiz os preceitos dos Direitos Humanos, a própria sociedade age com indiferença e se importa somente com o que lhe traz benefícios.

 A maioria das pessoas necessitadas do cumprimento dos Direitos Humanos acaba ficando desamparada pois a demanda é grande, mas os que se habilitam a ajudar com o cumprimento efetivo dos direitos são poucos.

 Enquanto a sociedade não se comprometer firmemente e se empenhar em garantir a execução de Direitos Fundamentais, haverá um desequilíbrio entre a realidade e o texto legal. A melhor forma para solucionar tal problema é desenvolver o sentimento de altruísmo e empatia em uma sociedade cega onde as pessoas só se importam com seu próprio bem-estar.


"Enquanto não aprendermos a julgar o próximo indiferente de raça ou posição social, estaremos caminhando a passos largos rumo ao caos e ao conflito entre as gerações futuras..." (Bruno Mendes)

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